A Integração Contínua (CI) e a Entrega/Implantação Contínua (CD) são sistemas automatizados que lidam com quase todas as etapas do desenvolvimento de software moderno, desde a escrita do código até sua entrega ao usuário final. Eles são centrais para o trabalho das equipes de desenvolvimento atuais, movendo continuamente o código através de testes e deploys. Em vez de os desenvolvedores compilarem o código manualmente, o pipeline faz isso automaticamente sempre que novo código é enviado. Ele testa automaticamente pequenas partes do código para garantir que nada esteja quebrado.
Para equipes de engenharia que precisam desenvolver, testar e liberar software rapidamente, os pipelines CI/CD são o sistema-chave que possibilita essa velocidade e flexibilidade. Pipelines CI/CD são excelentes para garantir que o código funcione como previsto; eles verificam se funções, APIs e componentes se comportam corretamente do ponto de vista técnico.
O que é monitoramento sintético no contexto de CI/CD?
O monitoramento sintético não testa apenas pedaços de código ou APIs isoladamente, como fazem os testes unitários — ele simula como um usuário real interage com a aplicação. Por exemplo, realiza ações completas do usuário, tais como: fazer login em uma conta, preencher e enviar um formulário, e completar uma compra. Ele realiza essas tarefas de fora, exatamente como um cliente real usando um site ou app — através de um navegador real, seguindo redirecionamentos, carregando recursos e verificando se tudo funciona corretamente.
O monitoramento sintético pode ser adicionado aos pipelines CI/CD em diferentes pontos para encontrar e corrigir problemas cedo, garantindo que a aplicação funcione bem e esteja disponível.
Pré-implantação em ambientes de staging
Simular fluxos críticos
Antes de implantar em produção, monitores sintéticos podem simular jornadas de usuário (por exemplo, login, checkout e busca) no ambiente de staging.
Detecção precoce de problemas
Se essas transações simuladas falharem ou apresentarem desempenho ruim, a implantação pode ser interrompida, evitando que código defeituoso chegue à produção.
Validar funcionalidade
Esta etapa atua como uma barreira crucial, verificando que funcionalidades centrais estejam funcionando como esperado em um ambiente próximo ao de produção.
Testes smoke pós-implantação
Validação imediata em produção
Após uma implantação bem-sucedida em produção, um conjunto rápido de verificações sintéticas deve ser acionado.
Confirmar a saúde do ambiente ao vivo
Esses testes confirmam que o ambiente em produção está saudável, que endpoints críticos estão respondendo e que fluxos essenciais de usuário permanecem funcionais após a implantação.
Detectar problemas relacionados ao deploy
Isso ajuda a capturar problemas que podem se manifestar apenas em produção devido a diferenças de configuração ou interações com serviços externos.
Execuções de regressão agendadas
Garantia contínua de desempenho
Implemente execuções agendadas de monitoramento sintético (diárias, semanais ou alinhadas a eventos de negócio) no ambiente de produção.
Detectar deriva e degradação
Essas execuções ajudam a identificar degradação de desempenho, regressões funcionais ou problemas decorrentes de dependências externas, mudanças de configuração ou deriva da infraestrutura subjacente que podem não ser evidentes imediatamente após a implantação.
Identificação proativa de problemas
Isso fornece garantia contínua de que fluxos críticos continuam funcionando corretamente muito tempo após a implantação inicial.
Benefícios de integrar o monitoramento sintético ao CI/CD
Integrar monitoramento sintético ao seu pipeline CI/CD (o processo automatizado que constrói, testa e implanta o código) dá ao seu sistema a capacidade de testar a experiência real do usuário antes que o app entre no ar. Detecte problemas mais cedo no processo de desenvolvimento, não depois do deploy. Os desenvolvedores podem liberar atualizações sabendo que fluxos centrais do usuário (como login ou checkout) foram testados automaticamente. Alertas disparam imediatamente se algo quebrar durante a fase de testes, permitindo correções rápidas antes que os usuários sejam afetados. Fluxos de usuário simulados ajudam a verificar que a versão implantada se comporta corretamente no ambiente ao vivo.
Shift-left na confiabilidade
Problemas são detectados e corrigidos cedo no ciclo de desenvolvimento, antes que o código seja lançado em produção e afete negativamente os usuários.
Maior confiança nas releases
Ao simular caminhos críticos e transações, os testes sintéticos validam que funcionalidades essenciais não foram quebradas por mudanças, oferecendo mais segurança do que checagens apenas na lógica de backend.
Proteção contra regressões
As verificações sintéticas atuam como uma rede de segurança, sinalizando se mudanças de código quebraram acidentalmente recursos ou fluxos existentes.
Resposta a incidentes mais rápida
Um teste sintético falho no pipeline gera um alerta muito mais rápido do que esperar que um usuário final reporte um problema, levando a um tempo de recuperação mais curto.
Consistência melhorada em produção
O monitoramento sintético ajuda a garantir que a aplicação funcione como esperado no ambiente ao vivo ao verificar continuamente caminhos críticos e transações de negócio de uma perspectiva externa.
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Melhores práticas para monitoramento sintético em CI/CD
Para implementar o monitoramento sintético em CI/CD de forma eficaz, use uma estratégia de testes em camadas, integre scripts de monitoramento no pipeline e configure os testes para evitar poluir dados de produção. Defina políticas claras sobre quais checagens são “portões” bloqueantes versus “avisos” não bloqueantes para prevenir fadiga de alertas e garantir que falhas sejam tratadas com seriedade. Automatize tarefas com controle de versão e Infrastructure as Code (IaC) para gerenciar scripts e configurações de monitoramento de forma confiável.
Implementação e estratégia
Comece com objetivos claros
Antes de escrever quaisquer testes, defina o que você quer atingir com o monitoramento sintético e alinhe isso aos seus objetivos gerais de teste.
Construa uma estratégia de testes em camadas
Não dependa apenas do monitoramento sintético. Use-o em conjunto com outros testes automatizados, como unitários, de integração e end-to-end, para criar um portão de qualidade robusto.
Processo e segurança
Antecipe a segurança (shift left)
Integre testes de segurança, incluindo monitoramento sintético para vulnerabilidades, cedo no pipeline.
Use controles de acesso
Implemente controles de acesso apropriados para seu pipeline CI/CD e ferramentas de monitoramento para evitar mudanças não autorizadas.
Desafios comuns de monitoramento e como resolvê-los
Os desafios comuns de monitoramento incluem o grande volume de dados, a complexidade dos ambientes modernos e a fadiga de alertas. Eles podem ser resolvidos usando ferramentas automatizadas, implementando uma abordagem de monitoramento em camadas (por exemplo, monitoramento sintético em pipelines CI/CD) e focando em alertas acionáveis em vez de apenas no volume de dados.
Quer se aprofundar em como resolver os desafios modernos de monitoramento?
Confira nosso post no blog As Melhores Ferramentas para Monitoramento Sintético & de Infraestrutura. Um guia comparativo para aprender como as soluções líderes enfrentam fadiga de alertas, sobrecarga de dados e visibilidade complexa de TI.
Desafio: Dados demais
- Problema: Sistemas modernos geram grandes volumes de dados, dificultando encontrar informações relevantes.
- Solução: Use ferramentas automatizadas para coletar, agregar e analisar dados, e foque em métricas-chave em vez de todos os dados brutos.
Desafio: Ambientes complexos
- Problema: Ambientes híbridos, nativos em nuvem e conteinerizados são complexos, tornando difícil ter uma visão completa.
- Solução: Adote uma abordagem de monitoramento em camadas que cubra diferentes partes da pilha, do infraestrutura física à experiência do usuário. Por exemplo, use monitoramento sintético para simular jornadas de usuário em seus pipelines CI/CD.
Desafio: Fadiga de alertas
- Problema: Muitos alertas, muitos dos quais falsos positivos, podem sobrecarregar as equipes de TI e levá-las a ignorar problemas críticos.
- Solução: Implemente um sistema para priorizar e desduplicar alertas. Foque em alertas acionáveis que exijam atenção imediata e reduza o ruído ajustando limites e regras.
Desafio: Falta de visibilidade
- Problema: Ferramentas de monitoramento fragmentadas podem criar pontos cegos, deixando lacunas de visibilidade em toda a infraestrutura de TI.
- Solução: Implemente uma plataforma de observabilidade unificada ou um conjunto de ferramentas integradas que forneçam uma visão única de todos os dados de monitoramento.
Desafio: Monitoramento estático
- Problema: Abordagens tradicionais e estáticas de monitoramento não acompanham ambientes dinâmicos, baseados em nuvem e conteinerizados.
- Solução: Adote técnicas modernas de monitoramento projetadas para ambientes dinâmicos, como AIOps (Inteligência Artificial para Operações de TI)
O futuro do monitoramento sintético em CI/CD
O futuro do monitoramento sintético em CI/CD envolve uma integração mais profunda, impulsionada por IA/ML, para identificar e prevenir proativamente problemas antes que cheguem à produção. Isso inclui usar IA para análise preditiva, otimizar suítes de testes para rodarem mais rápido e de forma mais eficiente, e garantir que os testes certos sejam executados no momento certo para manter a velocidade do pipeline enquanto protege a experiência do usuário.
Dotcom-Monitor para pipelines CI/CD
A Dotcom-Monitor se destaca com sua ferramenta Every Step Web Recorder, que permite às equipes gravar e criar scripts de monitoramento sintético (como simular ações de usuário em um site, fazer login, clicar em botões etc.) sem precisar programar. Esses scripts podem então ser integrados diretamente em ferramentas DevOps como Jenkins, GitHub Actions, GitLab ou Azure DevOps, permitindo checagens automatizadas sempre que novo código é liberado.
Conclusão
Pipelines CI/CD (que automatizam builds e deploys de software) tornaram o desenvolvimento muito mais rápido — mas velocidade por si só não é suficiente. Se equipes implantam rapidamente sem testar a experiência real do usuário, correm o risco de liberar funcionalidades quebradas. É aí que o monitoramento sintético entra. Ele adiciona testes automatizados focados no usuário diretamente ao processo de release, verificando se os apps funcionam corretamente antes, durante e depois da implantação.
A ideia é
- Executar testes em staging antes da implantação.
- Validar novamente logo após o lançamento em produção.
- Continuar com testes de regressão agendados para garantir estabilidade ao longo do tempo.
Quando as ferramentas de monitoramento sintético se integram bem aos pipelines CI/CD, os testes passam a fazer parte do fluxo normal de trabalho — garantindo que cada release seja rápida, funcional e confiável.
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